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Cristal Bittencourt

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Publicado em:
12 de janeiro de 2018

E o alcance das fanpages vai cair novamente…

2018 mal começou e Mark Zuckerberg já deixou claro: o objetivo do facebook é, cada vez mais, privilegiar conteúdo de amigos e familiares:

Resumindo, de acordo com o CEO, usuários do Facebook têm reclamado da quantidade de posts de empresas, marcas e veículos de comunicação em seus feeds de notícias. “Uma vez que há mais conteúdo público do que posts de amigos e da família, o feed afastou-se da coisa mais importante que o Facebook pode fazer: ajudar a nos conectarmos uns com os outros”.

Então, se de uns anos pra cá as empresas e agências já reclamavam da queda abrupta do alcance orgânico, a situação só deve piorar.

Nos próximos meses o alcance orgânico das páginas deve cair ainda mais, e o próprio facebook te dá (teoricamente) a saída. Qual o caminho? Investir mais em:

  • Posts que gerem conversas entre as pessoas (mas sem forçar o engajamento, hein?)
  • Vídeos ao vivo
  • Eventos

Mas, que se saiba, a única maneira real de driblar a queda do alcance das páginas é sempre a mesma: dinheiro.

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Publicado em:
3 de outubro de 2016

O empoderamento feminino na publicidade

Palestra apresentada no Social Media Week 2016, em São Paulo, no dia 12.09.2016:

Para contribuir na coleta de dados sobre representatividade na publicidade, por favor, responda essa pesquisa.

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Publicado em:
25 de agosto de 2016

Pesquisa: A representatividade na publicidade

Não se sente representado pelas propagandas? Acha que muita coisa precisa mudar? Ou que está tudo certo? Participe dessa pesquisa e me ajude a entender melhor a percepção do brasileiro sobre a publicidade. (mais…)

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Publicado em:
20 de agosto de 2016

Estudo: Moda e Beleza plus size no facebook

O Estudo Moda e Beleza Plus Size no Facebook do Brasil, de Roberta Cardoso, apresenta um mapeamento (baseado em análise de redes) sobre as principais blogueiras e conteudistas de moda no Brasil. Confira:

Clique e faça o download do material.

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Publicado em:
27 de outubro de 2015

Machismo e Publicidade: o bonde da história

Os últimos dias não tem sido fáceis para as mulheres. Na quarta passada, depois da estreia do Masterchef Junior, a internet foi recheada de comentários nojentos sobre uma participante de 12 anos (mais sobre essa história aqui). O caso tomou uma proporção tão grande que não só tomou a mídia como ainda motivou um pronunciamento da única chef mulher do programa, Paola Carosella. Mas como a internet é linda, o site Think Olga lançou a hashtag #primeiroassédio e milhares de mulheres se pronunciaram sobre essa situação tão comum pra nós. E, claro, junto com qualquer onda feminista, vem o chorume de parte da população masculina, e barbaridades foram ditas às mulheres que participaram dessa corrente de apoio à mini-chef.

Pula pro final de semana. A prova do ENEM desse ano trouxe como tema da redação: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Até aí tudo bem pra qualquer pessoa sensata, mas teve quem achasse um absurdo a abordagem de um assunto como esse em ano de crise e escândalos políticos. Absurdo pra quem, cara pálida? A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil, e basta uma busca rápida no Google pra você encontrar muitas outras informações aterrorizantes.

Mas tudo isso qualquer um que tenha se conectado nos últimos 10 dias sabe. O que nem todo mundo percebe é que a violência contra a mulher é algo que vai muito além do estupro e da violência física propriamente dita. Então não vamos nos prender a ela por aqui. Vamos ousar e supor que todo mundo concorda que isso é feio, errado, e deve ser punido, ok? Ok.

Em um momento como esse, em que todos os olhares se voltam para as mulheres, principalmente para as que já possuem um posicionamento feminista prévio, calar é consentir. Ficar calado sobre assédios no dia-a-dia, em relacionamentos e, porque não, no nosso ambiente de trabalho, é consentir.

Sim, esse é um texto publicado pelo perfil de uma agência de publicidade e vamos falar sobre isso.
Agências são ambientes historicamente machistas e atire a primeira pedra a mulher que nunca ouviu pérolas como:

  • Tá de TPM?
  • Dormiu de calça jeans?
  • Estão menstruando juntas?
  • Você leva tudo muito a sério!
  • Tá ficando doida?!
  • Eu entendi o que você quis dizer, mas o certo é ISSO.
  • Você está exagerando!

(Esses últimos exemplos se encaixam bem em quatro tipos de machismo quase sempre invisíveis: mansplaining, manterrupting, bropriating e gaslighting. Não sabe o que é? O Think Olga explica bem esses conceitos.)

Você tem um colega que faz essas coisas, mas você acha que ele faz isso com todo mundo, independente do gênero? Experimenta observá-lo na próxima reunião, no próximo bate papo no almoço. Repara se ele faz isso com os homens com a mesma desenvoltura e malemolência que ele faz com as mulheres. Você vai se surpreender.

Mas é sempre bom lembrar que o buraco é mais embaixo, porque nos próprios setores de uma agência fica claro o machismo latente:

  • no atendimento, mulheres (e porque será que são justamente elas o elo responsável pelo contato com o cliente?)
  • na criação, homens (e não são poucos os casos de mulheres diretoras de arte e redatoras que perdem o gosto pela profissão por se sentirem excluídas do clube do bolinha.)

Claro que isso não representa 100% dos casos, mas vai negar que normalmente é assim? Faz as contas agora. Vê quantas pessoas trabalham na sua agência, quantos homens trabalham em cargos criativos e quantas mulheres trabalham em contato direto com os clientes — seja em que cargo for. E de quem é a culpa por essa realidade?

Vai negar que na própria faculdade de publicidade não existe um direcionamento “natural” para que as meninas foquem em vagas de atendimento e meninos em vagas mais relacionadas à criação?

Volta pro jardim de infância: enquanto você, menina, fazia aniversário e ganhava bonecas e conjuntos de cozinha; você, menino, ganhava carrinhos e kits de médico. E se você, menina, tinha talento pra desenhar, certamente pouca gente reparou nisso, ou relacionou essa aptidão a alguma profissão.

E no colégio, colega, escrever era a sua praia? Então com certeza te recomendaram cursar jornalismo — você poderia ser a próxima Fátima Bernardes! Mas trabalhar com redação publicitária? Néh. E quando você já estava na faculdade, atire a primeira pedra a menina que nunca ouviu que deveria se arrumar mais “agora que estava acabando o curso”, usar um look executiva talvez. Por que isso?

Mas vamos acelerar de volta para a #vidadeagência. As agências tem poucos criativos mulheres porque há poucas mulheres trabalhando com criação? Ou as mulheres tendem a não focar na criação porque sabem que é um ambiente machista dominado pelos homens?

Será por isso que, em pleno 2015, a gente ainda vê tanta propaganda incrivelmente machista por aí?

machismo-publicidade-1

machismo-publicidade-2

machismo-publicidade-3

Propagandas de todos os cantos do país, vindas das mais diversas agências e que pisaram na bola. E vão continuar pisando, ninguém está isento.

Mas a publicidade está evoluindo? Com certeza. Talvez a passos até mais rápidos que outros segmentos, já que as reações da sociedade são cada vez maiores. Tem gente reclamando de alguma propaganda todo dia, em todas as redes sociais. Essas pessoas estão erradas? Claro que não.

Cabe às agências entenderem essa nova realidade e se adequarem. Se não evoluírem porque é o certo, que evoluam porque a sociedade exige isso delas. Enquanto isso, peças intrinsecamente machistas vão continuar surgindo até que a balança se equilibre entre os setores das agências.

E se você não consegue entender porque qualquer uma dessas peças é hoje encarada como machista, corre pra pegar o bonde da história que ainda dá tempo!

Texto originalmente publicado no medium da Yayá Comunicação Integrada.

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Publicado em:
7 de dezembro de 2014

Workflow da criação de conteúdo: do planejamento ao post

Ontem foi dia de Wordcamp em Salvador, a primeira edição do Nordeste, e eu estive por lá falando um pouquinho sobre o workflow da criação de conteúdo.

Mas porque muitas vezes a criação de conteúdo é deixada em segundo plano? Porque designers e programadores nem sempre respeitam a área? Porque é difícil fazer o cliente entender que conteúdo é um negócio sério e que ele precisa de pessoas qualificadas para criá-lo?

Hoje a internet já atinge mais de 176 milhões de lares brasileiros e muita gente passa boa parte do seu dia conectado. Mas se as pessoas gastam a maior parte do seu tempo nas redes sociais, então pra quê se preocupar com a criação de conteúdo para sites?  Você quer que o principal canal de comunicação da sua marca seja uma rede com data de validade? Então taí sua resposta. A vez do Orkut já passou, a do My Space também. Até quando vai durar o reinado do Facebook? E a ascensão do Instagram? Quando essas redes sociais digitais morrerem, você não vai perder seu conteúdo se ele estiver em um site – lembre-se disso.

E se você trabalha em um site ou em uma agência, como trabalhar com criação de conteúdo em equipe? Como funciona esse workflow? Planejamento, cronograma e criação colaborativa são palavras-chave. Use e abuse das ferramentas que podem te ajudar: extensões do Chrome, soluções do Google, aplicativos, plugins do próprio WordPress. Tudo isso vai te ajudar a se manter organizado e focar no que realmente importa: o conteúdo.

Se quiser tirar alguma dúvida ou simplesmente bater um papo, a área de comentários tá aí pra isso 🙂

Meu agradecimento a Jorge Martins, meu chefe (e amigo), que transformou meu power point de quinta série em algo profissional.

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Publicado em:
10 de novembro de 2014

Jogos Feministas

Ficção científica costuma ser um gênero mais curtido por meninos. Não é esse o caso de Jogos Vorazes. A trilogia tem uma das protagonistas mais fortes do gênero, pelo menos dos anos 80 pra cá: Katniss Everdeen. A jovem tem três objetivos claros – e nenhum deles é arranjar um marido -, sair viva dos Jogos Vorazes, ajudar sua família e libertar os distritos da tirania da capital. Se, no meio disso tudo, ela conseguir descolar um carinha pra chamar de seu, é lucro. Ou não.

Em tempos de Crepúsculo, uma mulher jovem protagonizando um livro de tamanho sucesso não é algo exatamente normal. Mais difícil ainda é ver uma obra como essa chegar aos cinemas com um grande orçamento. Vamos lá, qual foi o último filme de ficção científica que você assistiu e tinha uma protagonista mulher no papel principal? Lá se vão nove anos desde que AEon Flux chegou aos cinemas e desde então pouquíssimas obras do gênero sequer passam no teste Bechdel.

Minority Report, Distrito 9, Exterminador, Watchmen, MIB – Homens de Preto, Aliens 3, X-Men, De volta para o Futuro… E tantos outros (elencados, por exemplo, nesse vídeo) não passam no teste. Isso significa que eles são filmes ruins? Claro que não, só que não passam nesse tal teste. Não sabe o que é teste Bechdel? A gente te explica. Para saber se um filme passa ou não nesse teste, a resposta as três perguntas seguintes tem que ser “sim”:

Há duas ou mais mulheres que tem nomes?

Elas conversam entre si?

Sobre alguma coisa que não seja um homem?

Agora pense no último filme que você assistiu no cinema. Ele passaria nesse teste? Provavelmente não. E quem foi que inventou esse tal de teste Bechdel? Sim, ele foi criado por uma mulher chamada Bechdel, Alison Bechdel. Em 1985, Alison, uma cartunista norte-americana, publicou uma tirinha chamada The Rule (“A regra” em tradução livre), como parte da série Dykes to Watch Out For. Na história, duas mulheres conversam sobre a possibilidade de irem ao cinema, e uma delas diz que tem essa “regra” de só ver um filme quando atende a esses três pré-requisitos básicos. E como filmes assim são bem mais raros do que deveriam, elas concluem que a melhor ideia é ir pra casa fazer pipoca.

Teste-Bechdel.redimensionado

Triste realidade, hein? Mas aí a gente para e pensa que se hoje, em pleno 2013 ainda é assim, em 1985 era pior, em 1965 também, e daí ladeira abaixo. Tente lembrar de algum filme produzido antes da década de 50 que passe no teste Bechdel. E nem precisa ser ficção científica, qualquer filme. Tarefa difícil.

Ladrões de Bicicleta, Casablanca, Cidadão Kane, O Céu pode esperar, Pacto de Sangue, A Felicidade não se compra, Milagre na Rua 34… Todos grandes filmes, nenhum passa no teste Bechdel. Até mesmo filmes clássicos com mulheres protagonistas como Gilda ou Quem tem medo de Virginia Wolf?, não conseguem dizer “sim” a essas três perguntinhas básicas. Já E o Vento Levou é um respiro de alívio ao vermos personagens como Scarlett conversando com muitas personagens femininas do longa sobre o seu futuro e o futuro de Tara, sua terra.

Mas aí a gente para e pensa: se filmes como E O Vento Levou e Jogos Vorazes fazem tanto sucesso (leia-se: dinheiro) dando mais espaço às mulheres. O que leva o cinema (ou melhor seria dizer, o cinema de Hollywood) a continuar apostando em tramas que subjugam o papel da mulher na sociedade? Simples. É mais fácil, e, consequentemente, mais barato. Se filmes que tratam as mulheres como coadjuvantes dos homens fazem sucesso, se a fórmula desses filmes já é tão facilmente replicada, o que faria a indústria mudar? Também simples: o público.

Então daqui a uns dias, quando você estiver no cinema assistindo o terceiro capítulo da saga cinematográfica, lembre que, naquela história, existem coisas muito mais importantes do que torcer por Peeta ou Gale.

________________________

Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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Publicado em:
30 de abril de 2014

Monitoramento: a gente vê por aqui

No início de abril, Salvador passou por dias caóticos graças à greve da Polícia Militar. Com medo, a população recorreu às redes sociais para compartilhar informações e se informar sobre o que acontecia na cidade. Estava instaurada uma crise de imagem na PM.

E, tal qual fazemos com nossos clientes, preparamos um monitoramento para entender quais os principais fatores dessa crise. Quais palavras chaves o soteropolitano usou para se referir à greve? Qual o sentimento em relação à polícia? Perguntas cujas respostas é possível achar monitorando a situação e tratando os dados de maneira objetiva. Assim, começamos a monitorar os termos mais buscados entre os dias 16 e 18/04. Afinal, existe muito mais entre o cidadão e a PM do que supõe a nossa vã timeline.

Muito se fala que o Twitter está morrendo. Será mesmo? As hashtags chegaram há pouco tempo no Facebook, e a própria maneira como a timeline é mostrada ao usuário não facilita a disseminação de informações em tempo real, já que posts mais comentados e curtidos ganham mais destaque, “escondendo” os outros mais recentes e ainda com um engajamento menor.

Resultado? Em eventos em tempo real como uma final de campeonato, o Oscar ou a nossa greve da PM, corre todo mundo pro Twitter. Dentre os 15.545 itens monitorados, 13.687 vieram de lá. Muito pra uma rede social que está morrendo, não?

Claro, o fato de muita gente restringir a privacidade do Facebook ajuda o Twitter a se destacar. Então fica a dúvida: as pessoas modificam as configurações de privacidade do Facebook ao falarem sobre assuntos públicos? E porque elas não recorrem à mesma privacidade no Twitter, que também lhes dá essa opção?
Pras empresas, fica a lição: aqui em Salvador o Twitter ainda é a melhor plataforma para escutar seus clientes.

Também deu pra sentir que o internauta já não se pauta tanto pelas mídias tradicionais, já que apenas 4,69% das menções coletadas continham #grevedapm, hashtag sugerida pelo jornal A Tarde. A maioria das menções foram mesmo naturais, e a hashtag #grevepmba surgiu espontaneamente, embora tenha sido abraçada posteriormente por alguns veículos.

Quase 80% das menções coletadas eram extremamente desfavoráveis à greve, mas houve quem se mantivesse em cima do muro – muitas vezes por respeito à pessoa do policial. A grande maioria das menções positivas veio de perfis de policiais ou parentes, e boa parte das menções neutras eram respostas a esses comentários, sem desabonar a reivindicação da categoria.

Dentre as menções negativas, 75% questionavam as reais intenções da PM, desacreditando os próprios servidores; mas a primeiro nome a aparecer como principal responsável pela greve foi o do Vereador Prisco, com 17% das menções. E o que chamou atenção nas menções à Prisco foi a importância dos perfis nas redes sociais que questionavam as ações do Vereador, pessoas mais influentes e, principalmente, políticos como Nelson Pelegrino, Marcelo Nilo e Lídice da Mata.

O Prefeito ACM Neto foi pouco citado como responsável pela greve, apenas 1% das menções relacionava seu nome aos eventos. Já o Governo, zelador da segurança pública, teve o nome de Jaques Wagner um pouco mais lembrado: 4% das menções responsabilizavam o Governador pelo caos na cidade.

Foi uma greve política? Parece que sim. E a própria população sentiu isso ao questionar a legitimidade do movimento. Gerir essa crise de imagem não vai ser fácil para a PM baiana, que sai da greve ainda mais combalida do que entrou.

infografico-greve (1).redimensionado

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Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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Publicado em:
30 de outubro de 2013

O Facebook e a homogeneização das fotos do perfil

As pessoas precisam se sentir incluídas para serem felizes. Precisam fazer parte de um grupo, de uma tribo, se sentirem parte de um todo. Pelo menos é isso que a psicanálise diz. Principalmente em relação aos jovens, já que é quando temos pouca idade que essa necessidade mais se evidência.

E que lugar melhor pra isso surgir com toda a força do quê em uma rede social em que estamos todos conectados diariamente? Postando fotos dos nossos melhores momentos, conversando com os amigos, desabafando e opinando sobre tudo? O Facebook, ou melhor, o “nosso facebook” como às vezes a gente acaba chamando (e que no fundo não tem nada de nosso) virou nossa maior vitrine. Aquela que explica pra sociedade o que a gente é.

Mas o quê que isso tudo tem a ver com a girafa? Bom, se todo mundo tá virando girafa, porque não entrar na brincadeira e virar também? Foi assim no Dia das Crianças, quando todo mundo entrou numa máquina do tempo e de repente voltou a ter bumbum de bebê e bochechas rosadas.

Já viu todo mundo virando girafa, mas não sabe que história é essa? A gente te mostra:

Esse é o Jogo da Girafa:
Como funciona: vou propor a você uma charada. Se você acertar, pode manter a sua foto de perfil. Se errar, vai ter que mudar a sua foto do perfil para a de uma girafa pelos próximos 3 dias.
Atenção: mande a resposta só pra mim, por mensagem.
Eis a charada: são 03:00, a campainha toca e você acorda. Visitantes inesperados: são seus pais e eles estão lá para o café da manhã. Você tem geleia de morango, mel, vinho, pão e queijo. Qual é a primeira coisa que você abre?
Lembre-se: mande a mensagem só PRA MIM. Se você acertar eu vou postar o seu nome e seu acerto aqui. Se você errar, mude a sua foto do perfil.
Perceberam que eu tive que mudar minha foto? Pois é…

A julgar pela nova “cara” das pessoas na timeline, a maioria errou a resposta do jogo criado pelo americano Andrew Strugnell. Mas de que adianta acertar se isso não deixa as pessoas verem que você também participou da brincadeira?

Dizem que se não está no Google, é porque não existe. Se não tem vídeo no Youtube, é porque não aconteceu. E a situação se repete com o Facebook, dessa vez diretamente com a nossa vida.

Você adora cachorros? Então, segundo a lógica da rede social, você precisa apoiar a invasão do Instituto Royal e o resgate dos beagles.

Você joga vídeo game? Ah, então você tem que reclamar do preço do PS4 no Brasil!

Você trabalha com design? Então é sua obrigação criticar a peça da C&A com a Preta Gil sem ombros.

E falar mal da Porta dos Fundos nem pensar, hein? É assinar carteirinha de pária social.

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Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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Publicado em:
12 de janeiro de 2018

E o alcance das fanpages vai cair novamente…

2018 mal começou e Mark Zuckerberg já deixou claro: o objetivo do facebook é, cada vez mais, privilegiar conteúdo de amigos e familiares:

Resumindo, de acordo com o CEO, usuários do Facebook têm reclamado da quantidade de posts de empresas, marcas e veículos de comunicação em seus feeds de notícias. “Uma vez que há mais conteúdo público do que posts de amigos e da família, o feed afastou-se da coisa mais importante que o Facebook pode fazer: ajudar a nos conectarmos uns com os outros”.

Então, se de uns anos pra cá as empresas e agências já reclamavam da queda abrupta do alcance orgânico, a situação só deve piorar.

Nos próximos meses o alcance orgânico das páginas deve cair ainda mais, e o próprio facebook te dá (teoricamente) a saída. Qual o caminho? Investir mais em:

  • Posts que gerem conversas entre as pessoas (mas sem forçar o engajamento, hein?)
  • Vídeos ao vivo
  • Eventos

Mas, que se saiba, a única maneira real de driblar a queda do alcance das páginas é sempre a mesma: dinheiro.

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Publicado em:
3 de outubro de 2016

O empoderamento feminino na publicidade

Palestra apresentada no Social Media Week 2016, em São Paulo, no dia 12.09.2016:

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Publicado em:
25 de agosto de 2016

Pesquisa: A representatividade na publicidade

Não se sente representado pelas propagandas? Acha que muita coisa precisa mudar? Ou que está tudo certo? Participe dessa pesquisa e me ajude a entender melhor a percepção do brasileiro sobre a publicidade. (mais…)

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Publicado em:
20 de agosto de 2016

Estudo: Moda e Beleza plus size no facebook

O Estudo Moda e Beleza Plus Size no Facebook do Brasil, de Roberta Cardoso, apresenta um mapeamento (baseado em análise de redes) sobre as principais blogueiras e conteudistas de moda no Brasil. Confira:

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Publicado em:
27 de outubro de 2015

Machismo e Publicidade: o bonde da história

Os últimos dias não tem sido fáceis para as mulheres. Na quarta passada, depois da estreia do Masterchef Junior, a internet foi recheada de comentários nojentos sobre uma participante de 12 anos (mais sobre essa história aqui). O caso tomou uma proporção tão grande que não só tomou a mídia como ainda motivou um pronunciamento da única chef mulher do programa, Paola Carosella. Mas como a internet é linda, o site Think Olga lançou a hashtag #primeiroassédio e milhares de mulheres se pronunciaram sobre essa situação tão comum pra nós. E, claro, junto com qualquer onda feminista, vem o chorume de parte da população masculina, e barbaridades foram ditas às mulheres que participaram dessa corrente de apoio à mini-chef.

Pula pro final de semana. A prova do ENEM desse ano trouxe como tema da redação: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Até aí tudo bem pra qualquer pessoa sensata, mas teve quem achasse um absurdo a abordagem de um assunto como esse em ano de crise e escândalos políticos. Absurdo pra quem, cara pálida? A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil, e basta uma busca rápida no Google pra você encontrar muitas outras informações aterrorizantes.

Mas tudo isso qualquer um que tenha se conectado nos últimos 10 dias sabe. O que nem todo mundo percebe é que a violência contra a mulher é algo que vai muito além do estupro e da violência física propriamente dita. Então não vamos nos prender a ela por aqui. Vamos ousar e supor que todo mundo concorda que isso é feio, errado, e deve ser punido, ok? Ok.

Em um momento como esse, em que todos os olhares se voltam para as mulheres, principalmente para as que já possuem um posicionamento feminista prévio, calar é consentir. Ficar calado sobre assédios no dia-a-dia, em relacionamentos e, porque não, no nosso ambiente de trabalho, é consentir.

Sim, esse é um texto publicado pelo perfil de uma agência de publicidade e vamos falar sobre isso.
Agências são ambientes historicamente machistas e atire a primeira pedra a mulher que nunca ouviu pérolas como:

  • Tá de TPM?
  • Dormiu de calça jeans?
  • Estão menstruando juntas?
  • Você leva tudo muito a sério!
  • Tá ficando doida?!
  • Eu entendi o que você quis dizer, mas o certo é ISSO.
  • Você está exagerando!

(Esses últimos exemplos se encaixam bem em quatro tipos de machismo quase sempre invisíveis: mansplaining, manterrupting, bropriating e gaslighting. Não sabe o que é? O Think Olga explica bem esses conceitos.)

Você tem um colega que faz essas coisas, mas você acha que ele faz isso com todo mundo, independente do gênero? Experimenta observá-lo na próxima reunião, no próximo bate papo no almoço. Repara se ele faz isso com os homens com a mesma desenvoltura e malemolência que ele faz com as mulheres. Você vai se surpreender.

Mas é sempre bom lembrar que o buraco é mais embaixo, porque nos próprios setores de uma agência fica claro o machismo latente:

  • no atendimento, mulheres (e porque será que são justamente elas o elo responsável pelo contato com o cliente?)
  • na criação, homens (e não são poucos os casos de mulheres diretoras de arte e redatoras que perdem o gosto pela profissão por se sentirem excluídas do clube do bolinha.)

Claro que isso não representa 100% dos casos, mas vai negar que normalmente é assim? Faz as contas agora. Vê quantas pessoas trabalham na sua agência, quantos homens trabalham em cargos criativos e quantas mulheres trabalham em contato direto com os clientes — seja em que cargo for. E de quem é a culpa por essa realidade?

Vai negar que na própria faculdade de publicidade não existe um direcionamento “natural” para que as meninas foquem em vagas de atendimento e meninos em vagas mais relacionadas à criação?

Volta pro jardim de infância: enquanto você, menina, fazia aniversário e ganhava bonecas e conjuntos de cozinha; você, menino, ganhava carrinhos e kits de médico. E se você, menina, tinha talento pra desenhar, certamente pouca gente reparou nisso, ou relacionou essa aptidão a alguma profissão.

E no colégio, colega, escrever era a sua praia? Então com certeza te recomendaram cursar jornalismo — você poderia ser a próxima Fátima Bernardes! Mas trabalhar com redação publicitária? Néh. E quando você já estava na faculdade, atire a primeira pedra a menina que nunca ouviu que deveria se arrumar mais “agora que estava acabando o curso”, usar um look executiva talvez. Por que isso?

Mas vamos acelerar de volta para a #vidadeagência. As agências tem poucos criativos mulheres porque há poucas mulheres trabalhando com criação? Ou as mulheres tendem a não focar na criação porque sabem que é um ambiente machista dominado pelos homens?

Será por isso que, em pleno 2015, a gente ainda vê tanta propaganda incrivelmente machista por aí?

machismo-publicidade-1

machismo-publicidade-2

machismo-publicidade-3

Propagandas de todos os cantos do país, vindas das mais diversas agências e que pisaram na bola. E vão continuar pisando, ninguém está isento.

Mas a publicidade está evoluindo? Com certeza. Talvez a passos até mais rápidos que outros segmentos, já que as reações da sociedade são cada vez maiores. Tem gente reclamando de alguma propaganda todo dia, em todas as redes sociais. Essas pessoas estão erradas? Claro que não.

Cabe às agências entenderem essa nova realidade e se adequarem. Se não evoluírem porque é o certo, que evoluam porque a sociedade exige isso delas. Enquanto isso, peças intrinsecamente machistas vão continuar surgindo até que a balança se equilibre entre os setores das agências.

E se você não consegue entender porque qualquer uma dessas peças é hoje encarada como machista, corre pra pegar o bonde da história que ainda dá tempo!

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7 de dezembro de 2014

Workflow da criação de conteúdo: do planejamento ao post

Ontem foi dia de Wordcamp em Salvador, a primeira edição do Nordeste, e eu estive por lá falando um pouquinho sobre o workflow da criação de conteúdo.

Mas porque muitas vezes a criação de conteúdo é deixada em segundo plano? Porque designers e programadores nem sempre respeitam a área? Porque é difícil fazer o cliente entender que conteúdo é um negócio sério e que ele precisa de pessoas qualificadas para criá-lo?

Hoje a internet já atinge mais de 176 milhões de lares brasileiros e muita gente passa boa parte do seu dia conectado. Mas se as pessoas gastam a maior parte do seu tempo nas redes sociais, então pra quê se preocupar com a criação de conteúdo para sites?  Você quer que o principal canal de comunicação da sua marca seja uma rede com data de validade? Então taí sua resposta. A vez do Orkut já passou, a do My Space também. Até quando vai durar o reinado do Facebook? E a ascensão do Instagram? Quando essas redes sociais digitais morrerem, você não vai perder seu conteúdo se ele estiver em um site – lembre-se disso.

E se você trabalha em um site ou em uma agência, como trabalhar com criação de conteúdo em equipe? Como funciona esse workflow? Planejamento, cronograma e criação colaborativa são palavras-chave. Use e abuse das ferramentas que podem te ajudar: extensões do Chrome, soluções do Google, aplicativos, plugins do próprio WordPress. Tudo isso vai te ajudar a se manter organizado e focar no que realmente importa: o conteúdo.

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Meu agradecimento a Jorge Martins, meu chefe (e amigo), que transformou meu power point de quinta série em algo profissional.

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Publicado em:
10 de novembro de 2014

Jogos Feministas

Ficção científica costuma ser um gênero mais curtido por meninos. Não é esse o caso de Jogos Vorazes. A trilogia tem uma das protagonistas mais fortes do gênero, pelo menos dos anos 80 pra cá: Katniss Everdeen. A jovem tem três objetivos claros – e nenhum deles é arranjar um marido -, sair viva dos Jogos Vorazes, ajudar sua família e libertar os distritos da tirania da capital. Se, no meio disso tudo, ela conseguir descolar um carinha pra chamar de seu, é lucro. Ou não.

Em tempos de Crepúsculo, uma mulher jovem protagonizando um livro de tamanho sucesso não é algo exatamente normal. Mais difícil ainda é ver uma obra como essa chegar aos cinemas com um grande orçamento. Vamos lá, qual foi o último filme de ficção científica que você assistiu e tinha uma protagonista mulher no papel principal? Lá se vão nove anos desde que AEon Flux chegou aos cinemas e desde então pouquíssimas obras do gênero sequer passam no teste Bechdel.

Minority Report, Distrito 9, Exterminador, Watchmen, MIB – Homens de Preto, Aliens 3, X-Men, De volta para o Futuro… E tantos outros (elencados, por exemplo, nesse vídeo) não passam no teste. Isso significa que eles são filmes ruins? Claro que não, só que não passam nesse tal teste. Não sabe o que é teste Bechdel? A gente te explica. Para saber se um filme passa ou não nesse teste, a resposta as três perguntas seguintes tem que ser “sim”:

Há duas ou mais mulheres que tem nomes?

Elas conversam entre si?

Sobre alguma coisa que não seja um homem?

Agora pense no último filme que você assistiu no cinema. Ele passaria nesse teste? Provavelmente não. E quem foi que inventou esse tal de teste Bechdel? Sim, ele foi criado por uma mulher chamada Bechdel, Alison Bechdel. Em 1985, Alison, uma cartunista norte-americana, publicou uma tirinha chamada The Rule (“A regra” em tradução livre), como parte da série Dykes to Watch Out For. Na história, duas mulheres conversam sobre a possibilidade de irem ao cinema, e uma delas diz que tem essa “regra” de só ver um filme quando atende a esses três pré-requisitos básicos. E como filmes assim são bem mais raros do que deveriam, elas concluem que a melhor ideia é ir pra casa fazer pipoca.

Teste-Bechdel.redimensionado

Triste realidade, hein? Mas aí a gente para e pensa que se hoje, em pleno 2013 ainda é assim, em 1985 era pior, em 1965 também, e daí ladeira abaixo. Tente lembrar de algum filme produzido antes da década de 50 que passe no teste Bechdel. E nem precisa ser ficção científica, qualquer filme. Tarefa difícil.

Ladrões de Bicicleta, Casablanca, Cidadão Kane, O Céu pode esperar, Pacto de Sangue, A Felicidade não se compra, Milagre na Rua 34… Todos grandes filmes, nenhum passa no teste Bechdel. Até mesmo filmes clássicos com mulheres protagonistas como Gilda ou Quem tem medo de Virginia Wolf?, não conseguem dizer “sim” a essas três perguntinhas básicas. Já E o Vento Levou é um respiro de alívio ao vermos personagens como Scarlett conversando com muitas personagens femininas do longa sobre o seu futuro e o futuro de Tara, sua terra.

Mas aí a gente para e pensa: se filmes como E O Vento Levou e Jogos Vorazes fazem tanto sucesso (leia-se: dinheiro) dando mais espaço às mulheres. O que leva o cinema (ou melhor seria dizer, o cinema de Hollywood) a continuar apostando em tramas que subjugam o papel da mulher na sociedade? Simples. É mais fácil, e, consequentemente, mais barato. Se filmes que tratam as mulheres como coadjuvantes dos homens fazem sucesso, se a fórmula desses filmes já é tão facilmente replicada, o que faria a indústria mudar? Também simples: o público.

Então daqui a uns dias, quando você estiver no cinema assistindo o terceiro capítulo da saga cinematográfica, lembre que, naquela história, existem coisas muito mais importantes do que torcer por Peeta ou Gale.

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Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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Publicado em:
30 de abril de 2014

Monitoramento: a gente vê por aqui

No início de abril, Salvador passou por dias caóticos graças à greve da Polícia Militar. Com medo, a população recorreu às redes sociais para compartilhar informações e se informar sobre o que acontecia na cidade. Estava instaurada uma crise de imagem na PM.

E, tal qual fazemos com nossos clientes, preparamos um monitoramento para entender quais os principais fatores dessa crise. Quais palavras chaves o soteropolitano usou para se referir à greve? Qual o sentimento em relação à polícia? Perguntas cujas respostas é possível achar monitorando a situação e tratando os dados de maneira objetiva. Assim, começamos a monitorar os termos mais buscados entre os dias 16 e 18/04. Afinal, existe muito mais entre o cidadão e a PM do que supõe a nossa vã timeline.

Muito se fala que o Twitter está morrendo. Será mesmo? As hashtags chegaram há pouco tempo no Facebook, e a própria maneira como a timeline é mostrada ao usuário não facilita a disseminação de informações em tempo real, já que posts mais comentados e curtidos ganham mais destaque, “escondendo” os outros mais recentes e ainda com um engajamento menor.

Resultado? Em eventos em tempo real como uma final de campeonato, o Oscar ou a nossa greve da PM, corre todo mundo pro Twitter. Dentre os 15.545 itens monitorados, 13.687 vieram de lá. Muito pra uma rede social que está morrendo, não?

Claro, o fato de muita gente restringir a privacidade do Facebook ajuda o Twitter a se destacar. Então fica a dúvida: as pessoas modificam as configurações de privacidade do Facebook ao falarem sobre assuntos públicos? E porque elas não recorrem à mesma privacidade no Twitter, que também lhes dá essa opção?
Pras empresas, fica a lição: aqui em Salvador o Twitter ainda é a melhor plataforma para escutar seus clientes.

Também deu pra sentir que o internauta já não se pauta tanto pelas mídias tradicionais, já que apenas 4,69% das menções coletadas continham #grevedapm, hashtag sugerida pelo jornal A Tarde. A maioria das menções foram mesmo naturais, e a hashtag #grevepmba surgiu espontaneamente, embora tenha sido abraçada posteriormente por alguns veículos.

Quase 80% das menções coletadas eram extremamente desfavoráveis à greve, mas houve quem se mantivesse em cima do muro – muitas vezes por respeito à pessoa do policial. A grande maioria das menções positivas veio de perfis de policiais ou parentes, e boa parte das menções neutras eram respostas a esses comentários, sem desabonar a reivindicação da categoria.

Dentre as menções negativas, 75% questionavam as reais intenções da PM, desacreditando os próprios servidores; mas a primeiro nome a aparecer como principal responsável pela greve foi o do Vereador Prisco, com 17% das menções. E o que chamou atenção nas menções à Prisco foi a importância dos perfis nas redes sociais que questionavam as ações do Vereador, pessoas mais influentes e, principalmente, políticos como Nelson Pelegrino, Marcelo Nilo e Lídice da Mata.

O Prefeito ACM Neto foi pouco citado como responsável pela greve, apenas 1% das menções relacionava seu nome aos eventos. Já o Governo, zelador da segurança pública, teve o nome de Jaques Wagner um pouco mais lembrado: 4% das menções responsabilizavam o Governador pelo caos na cidade.

Foi uma greve política? Parece que sim. E a própria população sentiu isso ao questionar a legitimidade do movimento. Gerir essa crise de imagem não vai ser fácil para a PM baiana, que sai da greve ainda mais combalida do que entrou.

infografico-greve (1).redimensionado

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Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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Publicado em:
30 de outubro de 2013

O Facebook e a homogeneização das fotos do perfil

As pessoas precisam se sentir incluídas para serem felizes. Precisam fazer parte de um grupo, de uma tribo, se sentirem parte de um todo. Pelo menos é isso que a psicanálise diz. Principalmente em relação aos jovens, já que é quando temos pouca idade que essa necessidade mais se evidência.

E que lugar melhor pra isso surgir com toda a força do quê em uma rede social em que estamos todos conectados diariamente? Postando fotos dos nossos melhores momentos, conversando com os amigos, desabafando e opinando sobre tudo? O Facebook, ou melhor, o “nosso facebook” como às vezes a gente acaba chamando (e que no fundo não tem nada de nosso) virou nossa maior vitrine. Aquela que explica pra sociedade o que a gente é.

Mas o quê que isso tudo tem a ver com a girafa? Bom, se todo mundo tá virando girafa, porque não entrar na brincadeira e virar também? Foi assim no Dia das Crianças, quando todo mundo entrou numa máquina do tempo e de repente voltou a ter bumbum de bebê e bochechas rosadas.

Já viu todo mundo virando girafa, mas não sabe que história é essa? A gente te mostra:

Esse é o Jogo da Girafa:
Como funciona: vou propor a você uma charada. Se você acertar, pode manter a sua foto de perfil. Se errar, vai ter que mudar a sua foto do perfil para a de uma girafa pelos próximos 3 dias.
Atenção: mande a resposta só pra mim, por mensagem.
Eis a charada: são 03:00, a campainha toca e você acorda. Visitantes inesperados: são seus pais e eles estão lá para o café da manhã. Você tem geleia de morango, mel, vinho, pão e queijo. Qual é a primeira coisa que você abre?
Lembre-se: mande a mensagem só PRA MIM. Se você acertar eu vou postar o seu nome e seu acerto aqui. Se você errar, mude a sua foto do perfil.
Perceberam que eu tive que mudar minha foto? Pois é…

A julgar pela nova “cara” das pessoas na timeline, a maioria errou a resposta do jogo criado pelo americano Andrew Strugnell. Mas de que adianta acertar se isso não deixa as pessoas verem que você também participou da brincadeira?

Dizem que se não está no Google, é porque não existe. Se não tem vídeo no Youtube, é porque não aconteceu. E a situação se repete com o Facebook, dessa vez diretamente com a nossa vida.

Você adora cachorros? Então, segundo a lógica da rede social, você precisa apoiar a invasão do Instituto Royal e o resgate dos beagles.

Você joga vídeo game? Ah, então você tem que reclamar do preço do PS4 no Brasil!

Você trabalha com design? Então é sua obrigação criticar a peça da C&A com a Preta Gil sem ombros.

E falar mal da Porta dos Fundos nem pensar, hein? É assinar carteirinha de pária social.

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Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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Advertising

Experience

Mídia Online – Morya Comunicação Omnicom Group
Jan 2018 – Present
I currently work as a Digital Media Specialist at Morya Brazil | ABC/Omnicom Group. In my day by day activities, not only I manage expressive online campaigns but also help building bridges between agency and digital vehicles. Core responsibilities include:

– Creating and managing Facebook Ads, Instagram Ads and Google Ads advertising campaigns.

– Pitching new ideas and possibilities to the Creation and Content teams, aiming to work with niche paid ads as Waze and Spotify.

– Delivering monthly reports, focused on growth, ROI and campaign analysis, comparing meaningful results.

– Working closely with media planning and management tools such as TGI, Hootsuite and MavSocial.

By working remotely in Toronto, I can continue with my job duties while I’m able to bring new trends for Brazil’s advertising campaigns and social media strategies.

Centro Universitário Jorge Amado – Teacher
Aug 2017 – Jul 2018
Worked part-time as a postgrad professor in the Social Media program, teaching the course Digital Marketing Principles.

Gerente de Projetos Digitais – Rocha Comunicação
Aug 2016 – Jan 2018
Worked as head of digital in a traditional agency, planning and managing campaigns, strategizing and buying media throughout brand management.

– Created and developed the digital strategy across all digital platforms, analyzing the scenario and foreseeing new possibilities.

– Planned content, approaches, and actions, focused on a better understanding of buyer personas to make the right choices in all main social media, such as Facebook, Instagram, Twitter, YouTube, Spotify and LinkedIn.

– Managed a digital staff of professionals, working directly with social media, content creation, data science and web design.

– Researched activity about consolidated and new digital influencers, recruiting and evaluating the best assets for digital strategies.

– Experienced a day by day practice with digital marketing tools such as Sprout Social, Stilingue, Facebook’s Power Editor, Twitter Native Platform, Feedly, Hootsuite, Google Analytics, Google Keyword Planner, Evernote, and Slack.

Professora de Pós-Graduação – Faculdade da Cidade do Salvador
Oct 012 – Aug 2016
Worked part-time as a postgrad professor in the Strategic Marketing and Communication program, teaching the courses:

– Communication and Strategic Marketing in Social Media
– Metrics and Monitoring in Social Media

Coordenadora do Núcleo Web – Yayá Comunicação Integrada
Apr 2012 – Aug 2016
Responsible for managing a four-person team and coordinating all digital marketing initiatives for the agency.

– Developed and managed online marketing campaigns through strategic planning.

– Delivered social media monitoring and growth data reports, with monthly ROIs.

– Developed annual marketing plans and manage budgets for digital campaigns.

– Helped to integrate all the agency departments with the newly founded digital one.

– Leaded team members to manage the social media advertising planning for more than 25 social media accounts.

– Managed all digital projects, strategies, and content for social media, blogs, websites and paid media campaigns for 8 clients.

– Created CRM strategies, directly helping brands to target the right audience.

– Worked with social media management and analysis tools and platforms, including but not limited to MailChimp, Trello, Asana, Seekr, SCUP, Publiway, Runrun.it and SYS

 

Projects

As Melhores Coisas de Salvador
Link: http://asmelhorescoisasdesalvador.com.br
Project focused on creating content about Salvador’s culture, gastronomy and leisure options. In less than a year, the project has already accumulated more than ten thousand followers in social media, also presenting:

– Great results with important key words on Google searches.

– Considerable reach of target audiences.

– A huge sense of community and willingness among followers.

Apaixonados por Séries
Link: http://apaixonadosporseries.com.br
Launched the website about TV shows in 2009 and have been blogging and managing it since then. The project achieved a strong, visible social media and online presence, with more than 30 million pageviews, 8 million readers and thousands of followers in Facebook, Instagram and Twitter.

– Lead 20 team members to write and post different and unique articles for the website.

– Create content for the website in the WordPress platform, always prioritizing quality writing combined with SEO techniques.

– Work with Google Analyst, Twitter, Instagram and Facebook Insights.

– Achieve more than 700 thousand page views monthly.

Projects

As Melhores Coisas de Salvador
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– Create content for the website in the WordPress platform, always prioritizing quality writing combined with SEO techniques.

– Work with Google Analyst, Twitter, Instagram and Facebook Insights.

– Achieve more than 700 thousand page views monthly.
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