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Cristal Bittencourt

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Publicado em:
10 de novembro de 2014

Katniss-Everdeen.redimensionado

Jogos Feministas

Ficção científica costuma ser um gênero mais curtido por meninos. Não é esse o caso de Jogos Vorazes. A trilogia tem uma das protagonistas mais fortes do gênero, pelo menos dos anos 80 pra cá: Katniss Everdeen. A jovem tem três objetivos claros – e nenhum deles é arranjar um marido -, sair viva dos Jogos Vorazes, ajudar sua família e libertar os distritos da tirania da capital. Se, no meio disso tudo, ela conseguir descolar um carinha pra chamar de seu, é lucro. Ou não.

Em tempos de Crepúsculo, uma mulher jovem protagonizando um livro de tamanho sucesso não é algo exatamente normal. Mais difícil ainda é ver uma obra como essa chegar aos cinemas com um grande orçamento. Vamos lá, qual foi o último filme de ficção científica que você assistiu e tinha uma protagonista mulher no papel principal? Lá se vão nove anos desde que AEon Flux chegou aos cinemas e desde então pouquíssimas obras do gênero sequer passam no teste Bechdel.

Minority Report, Distrito 9, Exterminador, Watchmen, MIB – Homens de Preto, Aliens 3, X-Men, De volta para o Futuro… E tantos outros (elencados, por exemplo, nesse vídeo) não passam no teste. Isso significa que eles são filmes ruins? Claro que não, só que não passam nesse tal teste. Não sabe o que é teste Bechdel? A gente te explica. Para saber se um filme passa ou não nesse teste, a resposta as três perguntas seguintes tem que ser “sim”:

Há duas ou mais mulheres que tem nomes?

Elas conversam entre si?

Sobre alguma coisa que não seja um homem?

Agora pense no último filme que você assistiu no cinema. Ele passaria nesse teste? Provavelmente não. E quem foi que inventou esse tal de teste Bechdel? Sim, ele foi criado por uma mulher chamada Bechdel, Alison Bechdel. Em 1985, Alison, uma cartunista norte-americana, publicou uma tirinha chamada The Rule (“A regra” em tradução livre), como parte da série Dykes to Watch Out For. Na história, duas mulheres conversam sobre a possibilidade de irem ao cinema, e uma delas diz que tem essa “regra” de só ver um filme quando atende a esses três pré-requisitos básicos. E como filmes assim são bem mais raros do que deveriam, elas concluem que a melhor ideia é ir pra casa fazer pipoca.

Teste-Bechdel.redimensionado

Triste realidade, hein? Mas aí a gente para e pensa que se hoje, em pleno 2013 ainda é assim, em 1985 era pior, em 1965 também, e daí ladeira abaixo. Tente lembrar de algum filme produzido antes da década de 50 que passe no teste Bechdel. E nem precisa ser ficção científica, qualquer filme. Tarefa difícil.

Ladrões de Bicicleta, Casablanca, Cidadão Kane, O Céu pode esperar, Pacto de Sangue, A Felicidade não se compra, Milagre na Rua 34… Todos grandes filmes, nenhum passa no teste Bechdel. Até mesmo filmes clássicos com mulheres protagonistas como Gilda ou Quem tem medo de Virginia Wolf?, não conseguem dizer “sim” a essas três perguntinhas básicas. Já E o Vento Levou é um respiro de alívio ao vermos personagens como Scarlett conversando com muitas personagens femininas do longa sobre o seu futuro e o futuro de Tara, sua terra.

Mas aí a gente para e pensa: se filmes como E O Vento Levou e Jogos Vorazes fazem tanto sucesso (leia-se: dinheiro) dando mais espaço às mulheres. O que leva o cinema (ou melhor seria dizer, o cinema de Hollywood) a continuar apostando em tramas que subjugam o papel da mulher na sociedade? Simples. É mais fácil, e, consequentemente, mais barato. Se filmes que tratam as mulheres como coadjuvantes dos homens fazem sucesso, se a fórmula desses filmes já é tão facilmente replicada, o que faria a indústria mudar? Também simples: o público.

Então daqui a uns dias, quando você estiver no cinema assistindo o terceiro capítulo da saga cinematográfica, lembre que, naquela história, existem coisas muito mais importantes do que torcer por Peeta ou Gale.

________________________

Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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Publicado em:
30 de abril de 2014

greve.redimensionado

Monitoramento: a gente vê por aqui

No início de abril, Salvador passou por dias caóticos graças à greve da Polícia Militar. Com medo, a população recorreu às redes sociais para compartilhar informações e se informar sobre o que acontecia na cidade. Estava instaurada uma crise de imagem na PM.

E, tal qual fazemos com nossos clientes, preparamos um monitoramento para entender quais os principais fatores dessa crise. Quais palavras chaves o soteropolitano usou para se referir à greve? Qual o sentimento em relação à polícia? Perguntas cujas respostas é possível achar monitorando a situação e tratando os dados de maneira objetiva. Assim, começamos a monitorar os termos mais buscados entre os dias 16 e 18/04. Afinal, existe muito mais entre o cidadão e a PM do que supõe a nossa vã timeline.

Muito se fala que o Twitter está morrendo. Será mesmo? As hashtags chegaram há pouco tempo no Facebook, e a própria maneira como a timeline é mostrada ao usuário não facilita a disseminação de informações em tempo real, já que posts mais comentados e curtidos ganham mais destaque, “escondendo” os outros mais recentes e ainda com um engajamento menor.

Resultado? Em eventos em tempo real como uma final de campeonato, o Oscar ou a nossa greve da PM, corre todo mundo pro Twitter. Dentre os 15.545 itens monitorados, 13.687 vieram de lá. Muito pra uma rede social que está morrendo, não?

Claro, o fato de muita gente restringir a privacidade do Facebook ajuda o Twitter a se destacar. Então fica a dúvida: as pessoas modificam as configurações de privacidade do Facebook ao falarem sobre assuntos públicos? E porque elas não recorrem à mesma privacidade no Twitter, que também lhes dá essa opção?
Pras empresas, fica a lição: aqui em Salvador o Twitter ainda é a melhor plataforma para escutar seus clientes.

Também deu pra sentir que o internauta já não se pauta tanto pelas mídias tradicionais, já que apenas 4,69% das menções coletadas continham #grevedapm, hashtag sugerida pelo jornal A Tarde. A maioria das menções foram mesmo naturais, e a hashtag #grevepmba surgiu espontaneamente, embora tenha sido abraçada posteriormente por alguns veículos.

Quase 80% das menções coletadas eram extremamente desfavoráveis à greve, mas houve quem se mantivesse em cima do muro – muitas vezes por respeito à pessoa do policial. A grande maioria das menções positivas veio de perfis de policiais ou parentes, e boa parte das menções neutras eram respostas a esses comentários, sem desabonar a reivindicação da categoria.

Dentre as menções negativas, 75% questionavam as reais intenções da PM, desacreditando os próprios servidores; mas a primeiro nome a aparecer como principal responsável pela greve foi o do Vereador Prisco, com 17% das menções. E o que chamou atenção nas menções à Prisco foi a importância dos perfis nas redes sociais que questionavam as ações do Vereador, pessoas mais influentes e, principalmente, políticos como Nelson Pelegrino, Marcelo Nilo e Lídice da Mata.

O Prefeito ACM Neto foi pouco citado como responsável pela greve, apenas 1% das menções relacionava seu nome aos eventos. Já o Governo, zelador da segurança pública, teve o nome de Jaques Wagner um pouco mais lembrado: 4% das menções responsabilizavam o Governador pelo caos na cidade.

Foi uma greve política? Parece que sim. E a própria população sentiu isso ao questionar a legitimidade do movimento. Gerir essa crise de imagem não vai ser fácil para a PM baiana, que sai da greve ainda mais combalida do que entrou.

infografico-greve (1).redimensionado

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Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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30 de outubro de 2013

girafa.redimensionada

O Facebook e a homogeneização das fotos do perfil

As pessoas precisam se sentir incluídas para serem felizes. Precisam fazer parte de um grupo, de uma tribo, se sentirem parte de um todo. Pelo menos é isso que a psicanálise diz. Principalmente em relação aos jovens, já que é quando temos pouca idade que essa necessidade mais se evidência.

E que lugar melhor pra isso surgir com toda a força do quê em uma rede social em que estamos todos conectados diariamente? Postando fotos dos nossos melhores momentos, conversando com os amigos, desabafando e opinando sobre tudo? O Facebook, ou melhor, o “nosso facebook” como às vezes a gente acaba chamando (e que no fundo não tem nada de nosso) virou nossa maior vitrine. Aquela que explica pra sociedade o que a gente é.

Mas o quê que isso tudo tem a ver com a girafa? Bom, se todo mundo tá virando girafa, porque não entrar na brincadeira e virar também? Foi assim no Dia das Crianças, quando todo mundo entrou numa máquina do tempo e de repente voltou a ter bumbum de bebê e bochechas rosadas.

Já viu todo mundo virando girafa, mas não sabe que história é essa? A gente te mostra:

Esse é o Jogo da Girafa:
Como funciona: vou propor a você uma charada. Se você acertar, pode manter a sua foto de perfil. Se errar, vai ter que mudar a sua foto do perfil para a de uma girafa pelos próximos 3 dias.
Atenção: mande a resposta só pra mim, por mensagem.
Eis a charada: são 03:00, a campainha toca e você acorda. Visitantes inesperados: são seus pais e eles estão lá para o café da manhã. Você tem geleia de morango, mel, vinho, pão e queijo. Qual é a primeira coisa que você abre?
Lembre-se: mande a mensagem só PRA MIM. Se você acertar eu vou postar o seu nome e seu acerto aqui. Se você errar, mude a sua foto do perfil.
Perceberam que eu tive que mudar minha foto? Pois é…

A julgar pela nova “cara” das pessoas na timeline, a maioria errou a resposta do jogo criado pelo americano Andrew Strugnell. Mas de que adianta acertar se isso não deixa as pessoas verem que você também participou da brincadeira?

Dizem que se não está no Google, é porque não existe. Se não tem vídeo no Youtube, é porque não aconteceu. E a situação se repete com o Facebook, dessa vez diretamente com a nossa vida.

Você adora cachorros? Então, segundo a lógica da rede social, você precisa apoiar a invasão do Instituto Royal e o resgate dos beagles.

Você joga vídeo game? Ah, então você tem que reclamar do preço do PS4 no Brasil!

Você trabalha com design? Então é sua obrigação criticar a peça da C&A com a Preta Gil sem ombros.

E falar mal da Porta dos Fundos nem pensar, hein? É assinar carteirinha de pária social.

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Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

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10 de novembro de 2014

Katniss-Everdeen.redimensionado

Jogos Feministas

Ficção científica costuma ser um gênero mais curtido por meninos. Não é esse o caso de Jogos Vorazes. A trilogia tem uma das protagonistas mais fortes do gênero, pelo menos dos anos 80 pra cá: Katniss Everdeen. A jovem tem três objetivos claros – e nenhum deles é arranjar um marido -, sair viva dos Jogos Vorazes, ajudar sua família e libertar os distritos da tirania da capital. Se, no meio disso tudo, ela conseguir descolar um carinha pra chamar de seu, é lucro. Ou não.

Em tempos de Crepúsculo, uma mulher jovem protagonizando um livro de tamanho sucesso não é algo exatamente normal. Mais difícil ainda é ver uma obra como essa chegar aos cinemas com um grande orçamento. Vamos lá, qual foi o último filme de ficção científica que você assistiu e tinha uma protagonista mulher no papel principal? Lá se vão nove anos desde que AEon Flux chegou aos cinemas e desde então pouquíssimas obras do gênero sequer passam no teste Bechdel.

Minority Report, Distrito 9, Exterminador, Watchmen, MIB – Homens de Preto, Aliens 3, X-Men, De volta para o Futuro… E tantos outros (elencados, por exemplo, nesse vídeo) não passam no teste. Isso significa que eles são filmes ruins? Claro que não, só que não passam nesse tal teste. Não sabe o que é teste Bechdel? A gente te explica. Para saber se um filme passa ou não nesse teste, a resposta as três perguntas seguintes tem que ser “sim”:

Há duas ou mais mulheres que tem nomes?

Elas conversam entre si?

Sobre alguma coisa que não seja um homem?

Agora pense no último filme que você assistiu no cinema. Ele passaria nesse teste? Provavelmente não. E quem foi que inventou esse tal de teste Bechdel? Sim, ele foi criado por uma mulher chamada Bechdel, Alison Bechdel. Em 1985, Alison, uma cartunista norte-americana, publicou uma tirinha chamada The Rule (“A regra” em tradução livre), como parte da série Dykes to Watch Out For. Na história, duas mulheres conversam sobre a possibilidade de irem ao cinema, e uma delas diz que tem essa “regra” de só ver um filme quando atende a esses três pré-requisitos básicos. E como filmes assim são bem mais raros do que deveriam, elas concluem que a melhor ideia é ir pra casa fazer pipoca.

Teste-Bechdel.redimensionado

Triste realidade, hein? Mas aí a gente para e pensa que se hoje, em pleno 2013 ainda é assim, em 1985 era pior, em 1965 também, e daí ladeira abaixo. Tente lembrar de algum filme produzido antes da década de 50 que passe no teste Bechdel. E nem precisa ser ficção científica, qualquer filme. Tarefa difícil.

Ladrões de Bicicleta, Casablanca, Cidadão Kane, O Céu pode esperar, Pacto de Sangue, A Felicidade não se compra, Milagre na Rua 34… Todos grandes filmes, nenhum passa no teste Bechdel. Até mesmo filmes clássicos com mulheres protagonistas como Gilda ou Quem tem medo de Virginia Wolf?, não conseguem dizer “sim” a essas três perguntinhas básicas. Já E o Vento Levou é um respiro de alívio ao vermos personagens como Scarlett conversando com muitas personagens femininas do longa sobre o seu futuro e o futuro de Tara, sua terra.

Mas aí a gente para e pensa: se filmes como E O Vento Levou e Jogos Vorazes fazem tanto sucesso (leia-se: dinheiro) dando mais espaço às mulheres. O que leva o cinema (ou melhor seria dizer, o cinema de Hollywood) a continuar apostando em tramas que subjugam o papel da mulher na sociedade? Simples. É mais fácil, e, consequentemente, mais barato. Se filmes que tratam as mulheres como coadjuvantes dos homens fazem sucesso, se a fórmula desses filmes já é tão facilmente replicada, o que faria a indústria mudar? Também simples: o público.

Então daqui a uns dias, quando você estiver no cinema assistindo o terceiro capítulo da saga cinematográfica, lembre que, naquela história, existem coisas muito mais importantes do que torcer por Peeta ou Gale.

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greve.redimensionado

Monitoramento: a gente vê por aqui

No início de abril, Salvador passou por dias caóticos graças à greve da Polícia Militar. Com medo, a população recorreu às redes sociais para compartilhar informações e se informar sobre o que acontecia na cidade. Estava instaurada uma crise de imagem na PM.

E, tal qual fazemos com nossos clientes, preparamos um monitoramento para entender quais os principais fatores dessa crise. Quais palavras chaves o soteropolitano usou para se referir à greve? Qual o sentimento em relação à polícia? Perguntas cujas respostas é possível achar monitorando a situação e tratando os dados de maneira objetiva. Assim, começamos a monitorar os termos mais buscados entre os dias 16 e 18/04. Afinal, existe muito mais entre o cidadão e a PM do que supõe a nossa vã timeline.

Muito se fala que o Twitter está morrendo. Será mesmo? As hashtags chegaram há pouco tempo no Facebook, e a própria maneira como a timeline é mostrada ao usuário não facilita a disseminação de informações em tempo real, já que posts mais comentados e curtidos ganham mais destaque, “escondendo” os outros mais recentes e ainda com um engajamento menor.

Resultado? Em eventos em tempo real como uma final de campeonato, o Oscar ou a nossa greve da PM, corre todo mundo pro Twitter. Dentre os 15.545 itens monitorados, 13.687 vieram de lá. Muito pra uma rede social que está morrendo, não?

Claro, o fato de muita gente restringir a privacidade do Facebook ajuda o Twitter a se destacar. Então fica a dúvida: as pessoas modificam as configurações de privacidade do Facebook ao falarem sobre assuntos públicos? E porque elas não recorrem à mesma privacidade no Twitter, que também lhes dá essa opção?
Pras empresas, fica a lição: aqui em Salvador o Twitter ainda é a melhor plataforma para escutar seus clientes.

Também deu pra sentir que o internauta já não se pauta tanto pelas mídias tradicionais, já que apenas 4,69% das menções coletadas continham #grevedapm, hashtag sugerida pelo jornal A Tarde. A maioria das menções foram mesmo naturais, e a hashtag #grevepmba surgiu espontaneamente, embora tenha sido abraçada posteriormente por alguns veículos.

Quase 80% das menções coletadas eram extremamente desfavoráveis à greve, mas houve quem se mantivesse em cima do muro – muitas vezes por respeito à pessoa do policial. A grande maioria das menções positivas veio de perfis de policiais ou parentes, e boa parte das menções neutras eram respostas a esses comentários, sem desabonar a reivindicação da categoria.

Dentre as menções negativas, 75% questionavam as reais intenções da PM, desacreditando os próprios servidores; mas a primeiro nome a aparecer como principal responsável pela greve foi o do Vereador Prisco, com 17% das menções. E o que chamou atenção nas menções à Prisco foi a importância dos perfis nas redes sociais que questionavam as ações do Vereador, pessoas mais influentes e, principalmente, políticos como Nelson Pelegrino, Marcelo Nilo e Lídice da Mata.

O Prefeito ACM Neto foi pouco citado como responsável pela greve, apenas 1% das menções relacionava seu nome aos eventos. Já o Governo, zelador da segurança pública, teve o nome de Jaques Wagner um pouco mais lembrado: 4% das menções responsabilizavam o Governador pelo caos na cidade.

Foi uma greve política? Parece que sim. E a própria população sentiu isso ao questionar a legitimidade do movimento. Gerir essa crise de imagem não vai ser fácil para a PM baiana, que sai da greve ainda mais combalida do que entrou.

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girafa.redimensionada

O Facebook e a homogeneização das fotos do perfil

As pessoas precisam se sentir incluídas para serem felizes. Precisam fazer parte de um grupo, de uma tribo, se sentirem parte de um todo. Pelo menos é isso que a psicanálise diz. Principalmente em relação aos jovens, já que é quando temos pouca idade que essa necessidade mais se evidência.

E que lugar melhor pra isso surgir com toda a força do quê em uma rede social em que estamos todos conectados diariamente? Postando fotos dos nossos melhores momentos, conversando com os amigos, desabafando e opinando sobre tudo? O Facebook, ou melhor, o “nosso facebook” como às vezes a gente acaba chamando (e que no fundo não tem nada de nosso) virou nossa maior vitrine. Aquela que explica pra sociedade o que a gente é.

Mas o quê que isso tudo tem a ver com a girafa? Bom, se todo mundo tá virando girafa, porque não entrar na brincadeira e virar também? Foi assim no Dia das Crianças, quando todo mundo entrou numa máquina do tempo e de repente voltou a ter bumbum de bebê e bochechas rosadas.

Já viu todo mundo virando girafa, mas não sabe que história é essa? A gente te mostra:

Esse é o Jogo da Girafa:
Como funciona: vou propor a você uma charada. Se você acertar, pode manter a sua foto de perfil. Se errar, vai ter que mudar a sua foto do perfil para a de uma girafa pelos próximos 3 dias.
Atenção: mande a resposta só pra mim, por mensagem.
Eis a charada: são 03:00, a campainha toca e você acorda. Visitantes inesperados: são seus pais e eles estão lá para o café da manhã. Você tem geleia de morango, mel, vinho, pão e queijo. Qual é a primeira coisa que você abre?
Lembre-se: mande a mensagem só PRA MIM. Se você acertar eu vou postar o seu nome e seu acerto aqui. Se você errar, mude a sua foto do perfil.
Perceberam que eu tive que mudar minha foto? Pois é…

A julgar pela nova “cara” das pessoas na timeline, a maioria errou a resposta do jogo criado pelo americano Andrew Strugnell. Mas de que adianta acertar se isso não deixa as pessoas verem que você também participou da brincadeira?

Dizem que se não está no Google, é porque não existe. Se não tem vídeo no Youtube, é porque não aconteceu. E a situação se repete com o Facebook, dessa vez diretamente com a nossa vida.

Você adora cachorros? Então, segundo a lógica da rede social, você precisa apoiar a invasão do Instituto Royal e o resgate dos beagles.

Você joga vídeo game? Ah, então você tem que reclamar do preço do PS4 no Brasil!

Você trabalha com design? Então é sua obrigação criticar a peça da C&A com a Preta Gil sem ombros.

E falar mal da Porta dos Fundos nem pensar, hein? É assinar carteirinha de pária social.

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Palestras

Social Media Week – São Paulo 2016
O empoderamento feminino na publicidade (e sua influência no ambiente digital).

35º Web Hour – 3ª Arena
O empoderamento feminino na publicidade.

WordCamp São Paulo 2015
Workflow da criação de conteúdo: do planejamento ao post.

Seminário na Faculdade de Administração da UFBA
Redes sociais: sua real importância no mercado publicitário brasileiro.

WordCamp Salvador 2014
Workflow da criação de conteúdo: do planejamento ao post.

Semana de Comunicação da UNIFACS
Planejamento de conteúdo e redes sociais digitais.

Semana da Comunicação – Faculdade da Cidade 
Redes Sociais – Qual a sua real importância?

Experiência

Gerente de Projetos Digitais -Rocha Comunicação
Agosto de 2016 – Até o momento
Gerenciamento de todos os projetos digitais e sua integração com o offline. Coordenação da equipe de criação digital e planejamento de ações voltadas para o online e compra de mídias digitais.

Editora e Administradora – Apaixonados por Séries
Abril de 2009 – Até o momento
Administração, redação e edição do site especializado em séries, fundado em junho de 2009 e que já acumula mais de 15 milhões de pageviews, 5 milhões de visitas e 3milhões de visitantes únicos. Hoje conta com mais de 25 mil pageviews diários.

Professora de Pós-Graduação – Faculdade da Cidade do Salvador
Outubro de 2012 – Setembro de 2013 / Março de 2016 – Agosto de 2016
Disciplinas: Comunicação e Marketing Estratégico em Mídias Sociais e Métricas e Monitoramento em Redes Sociais.

Coordenadora do Núcleo Web – Yayá Comunicação Integrada
Abril de 2012 – Agosto de 2016
Planejamento e análise de campanhas online. Produção de relatórios de monitoramento de redes e sites. Coordenação do núcleo web.

Analista de Mídias Sociais – DMI Interactive Advertising Agency
Outubro de 2011 – Janeiro de 2012

Freelancer – Mídias sociais e Produção de Conteúdo – Equilibra Digital
Setembro de 2011 – Outubro de 2011
Produção de conteúdo e gerenciamento de mídias sociais.

Trainee – Engenho Novo
Setembro de 2010 – Novembro de 2010

 

Confira o perfil completo no LinkedIn.

 

 

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