Cristal.blog.br

Cristal Bittencourt

Categorias deste post:

Compartilhe:

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

Publicado em:
30 de abril de 2014

greve.redimensionado

Monitoramento: a gente vê por aqui

No início de abril, Salvador passou por dias caóticos graças à greve da Polícia Militar. Com medo, a população recorreu às redes sociais para compartilhar informações e se informar sobre o que acontecia na cidade. Estava instaurada uma crise de imagem na PM.

E, tal qual fazemos com nossos clientes, preparamos um monitoramento para entender quais os principais fatores dessa crise. Quais palavras chaves o soteropolitano usou para se referir à greve? Qual o sentimento em relação à polícia? Perguntas cujas respostas é possível achar monitorando a situação e tratando os dados de maneira objetiva. Assim, começamos a monitorar os termos mais buscados entre os dias 16 e 18/04. Afinal, existe muito mais entre o cidadão e a PM do que supõe a nossa vã timeline.

Muito se fala que o Twitter está morrendo. Será mesmo? As hashtags chegaram há pouco tempo no Facebook, e a própria maneira como a timeline é mostrada ao usuário não facilita a disseminação de informações em tempo real, já que posts mais comentados e curtidos ganham mais destaque, “escondendo” os outros mais recentes e ainda com um engajamento menor.

Resultado? Em eventos em tempo real como uma final de campeonato, o Oscar ou a nossa greve da PM, corre todo mundo pro Twitter. Dentre os 15.545 itens monitorados, 13.687 vieram de lá. Muito pra uma rede social que está morrendo, não?

Claro, o fato de muita gente restringir a privacidade do Facebook ajuda o Twitter a se destacar. Então fica a dúvida: as pessoas modificam as configurações de privacidade do Facebook ao falarem sobre assuntos públicos? E porque elas não recorrem à mesma privacidade no Twitter, que também lhes dá essa opção?
Pras empresas, fica a lição: aqui em Salvador o Twitter ainda é a melhor plataforma para escutar seus clientes.

Também deu pra sentir que o internauta já não se pauta tanto pelas mídias tradicionais, já que apenas 4,69% das menções coletadas continham #grevedapm, hashtag sugerida pelo jornal A Tarde. A maioria das menções foram mesmo naturais, e a hashtag #grevepmba surgiu espontaneamente, embora tenha sido abraçada posteriormente por alguns veículos.

Quase 80% das menções coletadas eram extremamente desfavoráveis à greve, mas houve quem se mantivesse em cima do muro – muitas vezes por respeito à pessoa do policial. A grande maioria das menções positivas veio de perfis de policiais ou parentes, e boa parte das menções neutras eram respostas a esses comentários, sem desabonar a reivindicação da categoria.

Dentre as menções negativas, 75% questionavam as reais intenções da PM, desacreditando os próprios servidores; mas a primeiro nome a aparecer como principal responsável pela greve foi o do Vereador Prisco, com 17% das menções. E o que chamou atenção nas menções à Prisco foi a importância dos perfis nas redes sociais que questionavam as ações do Vereador, pessoas mais influentes e, principalmente, políticos como Nelson Pelegrino, Marcelo Nilo e Lídice da Mata.

O Prefeito ACM Neto foi pouco citado como responsável pela greve, apenas 1% das menções relacionava seu nome aos eventos. Já o Governo, zelador da segurança pública, teve o nome de Jaques Wagner um pouco mais lembrado: 4% das menções responsabilizavam o Governador pelo caos na cidade.

Foi uma greve política? Parece que sim. E a própria população sentiu isso ao questionar a legitimidade do movimento. Gerir essa crise de imagem não vai ser fácil para a PM baiana, que sai da greve ainda mais combalida do que entrou.

infografico-greve (1).redimensionado

________________________

Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

Categorias deste post:

Compartilhe:

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

Publicado em:
30 de abril de 2014

greve.redimensionado

Monitoramento: a gente vê por aqui

No início de abril, Salvador passou por dias caóticos graças à greve da Polícia Militar. Com medo, a população recorreu às redes sociais para compartilhar informações e se informar sobre o que acontecia na cidade. Estava instaurada uma crise de imagem na PM.

E, tal qual fazemos com nossos clientes, preparamos um monitoramento para entender quais os principais fatores dessa crise. Quais palavras chaves o soteropolitano usou para se referir à greve? Qual o sentimento em relação à polícia? Perguntas cujas respostas é possível achar monitorando a situação e tratando os dados de maneira objetiva. Assim, começamos a monitorar os termos mais buscados entre os dias 16 e 18/04. Afinal, existe muito mais entre o cidadão e a PM do que supõe a nossa vã timeline.

Muito se fala que o Twitter está morrendo. Será mesmo? As hashtags chegaram há pouco tempo no Facebook, e a própria maneira como a timeline é mostrada ao usuário não facilita a disseminação de informações em tempo real, já que posts mais comentados e curtidos ganham mais destaque, “escondendo” os outros mais recentes e ainda com um engajamento menor.

Resultado? Em eventos em tempo real como uma final de campeonato, o Oscar ou a nossa greve da PM, corre todo mundo pro Twitter. Dentre os 15.545 itens monitorados, 13.687 vieram de lá. Muito pra uma rede social que está morrendo, não?

Claro, o fato de muita gente restringir a privacidade do Facebook ajuda o Twitter a se destacar. Então fica a dúvida: as pessoas modificam as configurações de privacidade do Facebook ao falarem sobre assuntos públicos? E porque elas não recorrem à mesma privacidade no Twitter, que também lhes dá essa opção?
Pras empresas, fica a lição: aqui em Salvador o Twitter ainda é a melhor plataforma para escutar seus clientes.

Também deu pra sentir que o internauta já não se pauta tanto pelas mídias tradicionais, já que apenas 4,69% das menções coletadas continham #grevedapm, hashtag sugerida pelo jornal A Tarde. A maioria das menções foram mesmo naturais, e a hashtag #grevepmba surgiu espontaneamente, embora tenha sido abraçada posteriormente por alguns veículos.

Quase 80% das menções coletadas eram extremamente desfavoráveis à greve, mas houve quem se mantivesse em cima do muro – muitas vezes por respeito à pessoa do policial. A grande maioria das menções positivas veio de perfis de policiais ou parentes, e boa parte das menções neutras eram respostas a esses comentários, sem desabonar a reivindicação da categoria.

Dentre as menções negativas, 75% questionavam as reais intenções da PM, desacreditando os próprios servidores; mas a primeiro nome a aparecer como principal responsável pela greve foi o do Vereador Prisco, com 17% das menções. E o que chamou atenção nas menções à Prisco foi a importância dos perfis nas redes sociais que questionavam as ações do Vereador, pessoas mais influentes e, principalmente, políticos como Nelson Pelegrino, Marcelo Nilo e Lídice da Mata.

O Prefeito ACM Neto foi pouco citado como responsável pela greve, apenas 1% das menções relacionava seu nome aos eventos. Já o Governo, zelador da segurança pública, teve o nome de Jaques Wagner um pouco mais lembrado: 4% das menções responsabilizavam o Governador pelo caos na cidade.

Foi uma greve política? Parece que sim. E a própria população sentiu isso ao questionar a legitimidade do movimento. Gerir essa crise de imagem não vai ser fácil para a PM baiana, que sai da greve ainda mais combalida do que entrou.

infografico-greve (1).redimensionado

________________________

Texto originalmente publicado aqui, escrito por mim para o blog da CDLJ.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Email this to someone

Publicidade

Palestras

Social Media Week – São Paulo 2016
O empoderamento feminino na publicidade (e sua influência no ambiente digital).

35º Web Hour – 3ª Arena
O empoderamento feminino na publicidade.

WordCamp São Paulo 2015
Workflow da criação de conteúdo: do planejamento ao post.

Seminário na Faculdade de Administração da UFBA
Redes sociais: sua real importância no mercado publicitário brasileiro.

WordCamp Salvador 2014
Workflow da criação de conteúdo: do planejamento ao post.

Semana de Comunicação da UNIFACS
Planejamento de conteúdo e redes sociais digitais.

Semana da Comunicação – Faculdade da Cidade 
Redes Sociais – Qual a sua real importância?

Experiência

Gerente de Projetos Digitais -Rocha Comunicação
Agosto de 2016 – Até o momento
Gerenciamento de todos os projetos digitais e sua integração com o offline. Coordenação da equipe de criação digital e planejamento de ações voltadas para o online e compra de mídias digitais.

Editora e Administradora – Apaixonados por Séries
Abril de 2009 – Até o momento
Administração, redação e edição do site especializado em séries, fundado em junho de 2009 e que já acumula mais de 15 milhões de pageviews, 5 milhões de visitas e 3milhões de visitantes únicos. Hoje conta com mais de 25 mil pageviews diários.

Professora de Pós-Graduação – Faculdade da Cidade do Salvador
Outubro de 2012 – Setembro de 2013 / Março de 2016 – Agosto de 2016
Disciplinas: Comunicação e Marketing Estratégico em Mídias Sociais e Métricas e Monitoramento em Redes Sociais.

Coordenadora do Núcleo Web – Yayá Comunicação Integrada
Abril de 2012 – Agosto de 2016
Planejamento e análise de campanhas online. Produção de relatórios de monitoramento de redes e sites. Coordenação do núcleo web.

Analista de Mídias Sociais – DMI Interactive Advertising Agency
Outubro de 2011 – Janeiro de 2012

Freelancer – Mídias sociais e Produção de Conteúdo – Equilibra Digital
Setembro de 2011 – Outubro de 2011
Produção de conteúdo e gerenciamento de mídias sociais.

Trainee – Engenho Novo
Setembro de 2010 – Novembro de 2010

 

Confira o perfil completo no LinkedIn.

 

 

Direito